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Trote Solidário promove ação em escola municipal

Acadêmicos de Sete Lagoas levam brincadeiras em evento de solidariedade

A Turma do Bem da Faculdade Santo Agostinho de Sete Lagoas recepcionou os calouros do primeiro semestre de 2018, no dia 13 de abril, com o Trote Solidário. O evento foi desenvolvido na Escola Municipal Juca Dias, na Comunidade Cidade de Deus. Durante o projeto, foram realizadas atividades, como concurso de dança, dança da cadeira, pula-pula, pintura facial, distribuição de lanche, pula corda, corrida de saco e outras brincadeiras.

O tradicional trote universitário tornou-se um projeto de responsabilidade social, sob a coordenação da professora de Direito Penal, Tereza Cristina Sader Vilar. De acordo com a professora, o projeto de extensão tem por objetivo consolidar ações de responsabilidade sociais e contra a violência, para tanto, foi constituída uma equipe de acadêmicos responsáveis que se denomina Turma do Bem. Em sua 4ª edição, o trote tem por objetivo gerar a interação entre acadêmicos e comunidade externa, além de exercer a cidadania junto às crianças da rede de educação pública.

Camila Dias é aluna do 7º período do Curso de Direito e participou de todas as edições do trote solidário. Integrante da Turma do Bem, a acadêmica explica a importância da participação nos projetos de extensão. “Os calouros, desde já, percebem a importância dos projetos de extensão da faculdade e como é fundamental nossa participação como cidadãos e estudantes de Direito — neste trote em especial, pois, atendemos uma escola com muitas crianças em um bairro socialmente vulnerável”, destacou.

Entusiasmada com o projeto da faculdade, a vice-diretora da Escola Municipal Juca Dias, Vanise dos Santos Moura, comentou que as crianças ficaram muito animadas e se divertiram muito. “Este tipo de surpresa não acontece com frequência. A escola tem o apoio da prefeitura com relação a mantimentos, já para realização de brincadeiras, os funcionários que têm que correr atrás das parcerias. A escola está situada em um bairro distante, onde a maioria das famílias é de baixa renda, considera uma região de risco e de abandono social. São crianças que necessitam de um apoio tanto educacional quanto emocional,” informou.

A estudante Michele tem nove anos e está no 4° ano. Para ela, a parte mais legal do trote foi o concurso de dança. “Gostei muito da festinha, principalmente da dança funk”, explicou. Para a caloura Eduarda Maria Ribeiro Almeida, do curso de Direito, a experiência deixou marcas. “Quando eu cheguei lá foi um choque de realidade. Fiquei com uma vontade de abraçar todas as crianças e levar pra casa. Dar carinho. Acho que o maior aprendizado foi que a necessidade dessas crianças parte da carência estrutural das famílias, do apoio e amor dos pais e do contato com pessoas que se importem”, concluiu.

Click e confira os registros:

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